Você já sabe o que é Índice de Progresso Genuíno?

Mesmo quem não é economista já ouviu falar do conceito de PIB (Produto Interno Bruto), que representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região durante certo período. Esse conceito foi criado na década de 1940, pelo economista britânico Richard Stone (1913-1991). No entanto, com a demanda por atividades ambientalmente responsáveis, esse critério de medição está passando por mudanças.

Focado em valores monetários, o conceito de PIB não considera alguns fatores socioambientais considerados relevantes para a medição da qualidade de vida em uma região. Por exemplo, externalidades, como dano ao meio ambiente, e distribuição de renda, não estão incluídas no cálculo do PIB.

Buscando uma metodologia mais abrangente, a ONG Redefining Progress criou o Índice de Progresso Genuíno (GPI – Genuine Progress Indicator). Esse indicador utiliza um sistema similar ao do cálculo de PIB, porém acrescenta informações sobre outros fatores:

Crime e Colapso Familiar (Family Breakdown) –geram custos adicionais aos indivíduos e à sociedade sob a forma de multas, despesas médicas, danos propriedade etc. São tratados pelo PIB como adições ao bem estar, enquanto o GPI os considerada como custos.

Trabalho Doméstico e Voluntário – são ignoradas no cálculo do PIB por não gerar troca de moeda, mas são incluídos no GPI. 

Distribuição de Renda – o GPI cresce à medida que os pobres recebem um percentual maior da receita nacional; e decresce quando esse percentual diminui.

Exaustão de Recursos – o GPI contabiliza a exaustão ou degradação de terras produtivas e minerais não renováveis (incluindo o petróleo) como custo atual.

Poluição – o PIB considera a poluição como ganho duplo (quando é gerada e quando passa por processo de limpeza). O GPI subtrai os custos de poluição do ar e da água, medidos conforme os danos atuais sobre a saúde humana e o meio ambiente.

Danos Ambientais de Longo Prazo – o GPI trata o consumo de certas formas de energia e os produtos químicos nocivos à camada de ozônio como custos.

Mudanças no Tempo de Lazer – ter mais tempo para dedicar-se a atividades de lazer ou familiares deveria ser uma consequência do melhoria da qualidade de vida. Por isso, o GPI considera o lazer algo de muito valor. Quando maior o tempo de lazer, maior o GPI.

Despesas Preventivas – o PIB considera o dinheiro gasto pelas pessoas na prevenção da queda da qualidade de vida ou na compensação de infortúnios de vários tipos como um acréscimo ao bem-estar. O GPI contabiliza tais despesas preventivas como custos, em vez de benefícios.

Vida Útil de Produtos Duráveis e Infraestrutura Pública – o GPI considera o dinheiro gasto com bens de capital um custo e o valor dos serviços que eles proveem, ano a ano, um benefício. O PIB, ao contrário, considera que o valor pago por um produto é o mesmo valor do serviço que ele oferece.

Dependência de Ativos Estrangeiros – o GPI contabiliza adições líquidas ao estoque de capitais como contribuições para o bem-estar e trata o capital emprestado de estrangeiros como reduções.

Por utilizar mensuração monetária, assim como o PIB, ambos os indicadores podem ser comparados na mesma escala. Para visualizar as diferenças entre os dois indicadores, a ONG Redefining Progress realizou a comparação dos resultados de ambos de 1950 a 2004, como exemplificado no gráfico a baixo.

O GPI é atualizado anualmente e tem ganhado destaque como uma das propostas para reestruturar a forma como mensuramos e avaliamos as atividades humanas, juntamente com outras variações do PIB, como o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) ou o Índice de Desenvolvimento Humano Sustentável (IDHS).

Fonte:

http://www.agendasustentavel.com.br/artigo.aspx?id=4215

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Somos menos desiguais

Pesquisa do Ipea, PNUD e Fundação João Pinheiro revela que o IDHM do Brasil cresceu quase 50% em 20 anos. Os dados do Atlas do Desenvolvimento Humano 2013 surpreendem e mostram um novo país, que avança em longevidade, renda e educação

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Treze países perdem direito de voto na Unesco

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DIPLOMA DE JORNALISMO, STF quer jornalistas diplomados; cozinheiros não servem

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Meritocracia e Desenvolvimento

"O futuro do Brasil depende de bons professores e de alunos competitivos"

Em entrevista à Desafios do Desenvolvimento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Eric Hanushek afirmou que com o atual desempenho do país em rankings internacionais de ensino, as chances do Brasil crescer em ritmo chinês, ou de se tornar mais competitivo no cenário internacional, são ínfimas.

Eric Hanuschek é PhD em Ciências Econômicas pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), pioneiro no desenvolvimento de pesquisas que avaliam o impacto da qualidade dos professores e os efeitos do ensino no desenvolvimento. Professor da Universidade de Stanford e pesquisador do Instituto Hoover, aos 70 anos, Hanushek parte da premissa de que o professor – mais do que qualquer outro fator – é determinante para o sucesso econômico de um país. Entusiasta da meritocracia, defende abertamente a premiação dos mestres de alta performance para que se mantenham engajados na formação de alunos competitivos. Quanto aos maus professores, devem ser realocados.

“Não podemos sacrificar nossas crianças apenas para manter o emprego de todos aqueles que acharam que poderiam ser professores”

Algumas das citações durante a entrevista:

Talvez a maioria dos professores seja motivada pela ideia do sacerdócio de educar nossos jovens, mas isso não significa que devamos puni-los com baixos salário”

Se as pessoas não estão dispostas a melhorar as escolas, elas estão aceitando o fato de que o poder econômico do país vai permanecer bem abaixo do que poderia estar”

"As sociedades asiáticas não permitem que professores ruins fiquem nas salas de aula por muito tempo. Além disso, esses países costumam ter escolas extremamente competitivas"

"Eu acredito que a definição principal de um país de primeiro mundo é aquele que tem um sistema econômico operando próximo ao limite do que é possível – usando os melhores processos de produção, empregando a maior parte da população em atividades habilidosas, sendo competitivo nos mercados internacionais por produtos e serviços. Todos esses aspectos estão obviamente correlacionados a um alto PIB per capita"

Como aprendiz de economia, sei que os agentes reagem a incentivos , contudo, como afirma Hanushek, aumentos de salários não têm influência direta sobre a qualidade de ensino.

E, de fato, um estudante com um mau professor pode ficar prejudicado em sua vida acadêmica para sempre. Mas, todos são beneficiados quando da presença de bons professores; que, como ainda é dito na entrevista, é bom independente do nível de conhecimento de seus alunos, e isto deve ser reconhecido pelas instituições de ensino.

Mudanças positivas em sala de aula e na economia de um país só irão ocorrer quando os professores de qualidade e eficientes forem reconhecidos pelo sistema.

Para conferir a entrevista completa: http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2931:catid=28&Itemid=23

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"Ser radical é agarrar a coisa pela raiz. Mas a raiz, para o homem, é o próprio homem."

Crítica da Filosofia do Direito de Hegel

Karl Marx

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"Do outro lado, encontram-se os próprios governantes, cuja grandeza está em proporção inversa ao seu número!"

Crítica da Filosofia do Direito de Hegel

Karl Marx

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Sociedade consumista….

Sociedade consumista….

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DESASTRES AMBIENTAIS: QUEM SÃO OS VERDADEIROS CULPADOS?

Por João Pedro Stedile

Nos últimos anos, as tragédias sociais e ambientais têm se repetido em quase todo Brasil. Às vezes no nordeste, no sul, e quase sempre no sudeste. Os telejornais nos abastecem com detalhes da desgraça humana. Mortes. Idosos e crianças que não conseguem fugir a tempo. Gente ilhada cuidando do pouco que restou, com medo ainda dos roubos. Casas destruídas. Bairros inteiros inundados, pontes derrubadas. A população é impelida a fazer campanhas, doações, e até alguns empresários se penalizam com contribuições. Todo ano a mesma coisa! Mas nenhuma palavra sobre as verdadeiras causas desses problemas que se repetem.

(REVISTA CAROS AMIGOS)

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Planalto abre crédito extra de R$ 804 mi para 13 setores federais

Em dia anunciado para o corte no Orçamento da União 2012, o Planalto abriu créditos especiais e extras de R$ 804,16 milhões para o fechamento de contas de alguns ministérios relativas ao exercício anterior.

De acordo com decreto presidencial publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira, os recursos vão para a Presidência, ministérios da Agricultura, Ciência e Tecnologia, Defesa, Desenvolvimento Social, Educação, Integração Nacional, Justiça, Meio Ambiente, Relações Exteriores, Saúde e Transportes; e para encargos financeiros da União.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, afirmou hoje que o governo brasileiro deve cortar cerca de R$ 50 bilhões em gastos de seu Orçamento de 2012 para ajudar a cumprir suas metas fiscais.

"Será algo em torno de R$ 50 bilhões para este ano, talvez um pouco mais", afirmou Pimentel durante visita oficial a Dubai. "Todo ano o governo anuncia um contingenciamento do Orçamento no começo do ano; é uma medida de precaução."

O anúncio do corte ocorrerá hoje, às 14h30. O governo tem tentado evitar as especulações em torno do corte que tem como objetivo garantir o cumprimento de superavit primário (economia feita para o pagamento dos juros da dívida pública).

O corte pode ser positivo do ponto de vista fiscal, de economia do gasto público, por exemplo. Mas há um lado negativo neste contigenciamento: a possibilidade de limitações ou recuo nos investimentos estatais, uma das preocupações governamentais.

Ontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) ressaltou que os investimentos deverão crescer mais do que 10% em 2012 e que, diante do cenário econômico internacional, o Brasil estará “remando contra a corrente”.

Outro objetivo do corte orçamentário é assegurar o espaço para o afrouxamento da política monetária, com a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central. Com isso, o governo pretende estimular o mercado interno a induzir o crescimento econômico, em um cenário possível redução da demanda externa provocada pela crise da zona do euro.

Segundo disse hoje Pimentel, o Brasil está mantendo a dívida pública “sob rigoroso controle para evitar o que aconteceu na Europa”. “É por isso que há um contingenciamento preventivo do Orçamento como esse”, afirmou o ministro do Desenvolvimento.

-Por Folha de São Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1049016-planalto-abre-credito-extra-de-r-804-mi-para-13-setores-federais.shtml

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brazilwonders:

(weheartit)

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"O que você pode fazer?"

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Daniel Kondo
A esquerda que não desejamos mais

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Notícias para lidar com o mercado

Revista Exame

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Governo quer que Vale incorpore despesa em obra do Pará.

O governo federal quer empurrar para a Vale uma fatura de R$ 500 milhões visando garantir a navegabilidade do Rio Tocantins, no Pará, entre os municípios de Marabá e Tucuruí - durante os 12 meses do ano. Atualmente, apesar da construção da hidrovia e das eclusas de Tucuruí, o rio é utilizado por apenas oito meses devido à necessidade de retirada de pedras (derrocamento) do que ficou conhecido como Pedral do Lourenço.

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